Jemima – Uma autêntica filha de Jó |
 |
Eu nasci num lar evangélico na cidade de Mamborê próximo a Maringá. Sou filha de João Luiz Fernandes (Juquita) e de Nadir Lima. Tenho 6 irmãos, Ashbel Simonton, Elsaelena, Ana Maria, João Luiz Jr, Paulo de Tarso e Silas Luiz Fernandes. E os sobrinhos: Ariela, Felipe Augusto, Fábio Henrique, Tales Alexandre, Lucas Gustavo, Giovanna, Juliana e Paulo José. |
|


|
Segundo minha mãe Nadir (Didi), meu primeiro contato com a música foi aos 3 anos de idade. Ao visitar meus avós maternos Evaristo e Avelina Alves de Lima na cidade de Campo Mourão - PR, eu ouvia meu tio Moisés Lima tocar sua sanfona de 4 baixos, eu amava ouvi-lo tocar. E acredito que a partir daí nasceu a minha paixão pela música. |
Cantei meu primeiro dueto através de um auto-falante da igreja presbiteriana do Brasil de Mamborê onde nasci e me criei, junto com minha prima Neêmias (bilica) na época tínhamos 7 anos. De lá prá cá nunca mais parei de cantar e minha primeira composição eu tinha uns 12 anos foi uma versão em português para uma canção que ouvi no desenho dos Flintstones. Cantava desde a infância na companhia de minhas irmãs Elsaelena, Ana Maria, e das primas Ivone, Neêmias, Márcia, Jael, Maura, Olanda, Marli e das amigas Maria Augusta, Lucinha, Belinha, Nelci, Nildo, Neri, Vitória (in memorian), Preta Dias, José Idilio, Lourdes(polaca), Irenilde e muitos outros.
Nos anos 80 me mudei prá Londrina, para estudar e logo me envolvi com a música. Participei de Mostras de Música e festivais locais, estaduais e nacionais GOSPEL e MPB.
Me formei em jornalismo na UEL - Universidade Estadual de Londrina e a paixão pela música me levou ao rádio. Onde estou até hoje. (ver biografia).
Um de meus grandes incentivadores foi o cantor, maestro e arranjador Jairo Stutz (in memorian) pioneiro cantor evangélico e organizador de festivais em Londrina e região dos quais ganhei meu primeiro prêmio como compositora, no FECEL-Festival da Canção Evangélica de Londrina (1.983). Nestes eventos na companhia de irmãos queridos como: Geremias, Olinda e o compositor Joel Pereira Ribas, Wantuil e Ana Maria Rodrigues, Marta Alves, Elihú, Jacqueline e José Carlos Ribas, Ézer(bob), Élcio e Elizete Correa, José Olimpio, Heleise, Ângela e Eliane César, Heliane e Simone Moura e muitos outros músicos, Silvio e André Mendes, Marcelo e Rinaldo Silva, integrantes de minha primeira banda Codinone Brasil.
Meus agradecimentos aos demais incentivadores de meu trabalho os maestros: Othonio Benvenuto, Norton Morozówicz, Vitor Gorni e Jaílton Santana. Aos irmãos Aguinello e Juvir Castilho, Prof. Marinósio T. Neto (in memorian), José de Arimathéia e Pedro Franciscon, Giovani F. de Miranda e Silas Rodrigues da Silva pelo reconhecimento. Aos pastores Rev. José Costa, Jofre Botão (in memorian), Abílio Gontígio de Carvalho, Saulo Conde, Darly Thomé de Souza e Luis Gonçalo Silvério, pastor Marcos Martins, Lucimar Vieira e Osni Ferreira.
Um homem semelhante ao Servo de Deus Jó
Me chamo Jemima, que na língua hebraica quer dizer Pombo. E as coincidências bíblicas que existem entre a minha história familiar impressionam até a mim mesma. Me sinto uma autêntica filha de “Jó”. As coincidências começaram antes do meu nascimento. Meu pai Joáo Luiz mais conhecido como juquita vive um dos momentos mais dificeis de sua vida.
No dia 04 de maio de 1956 meu pai morava em Mamborê no bairro conhecido como Bairro dos Paulistas (há 230 km de Londrina,) ao voltar de uma viagem ele encontra a sua casa, os seus bens e toda a sua primeira família devastados por um tufão que atingiu boa parte da região noroeste do estado do Paraná. Meu pai perdeu no acidente a sua esposa Ana Pedrosa Ramiro Fernandes de 27 anos, os filhos Obadias de 5 anos e meio Loide de 4 e Jeremias de 1 ano. A Irmã Eliandrina, a filha dela Elisabete de apenas 7 meses que visitavam a família de meu pai naquele final de semana, e ainda perdeu o irmão caçula Carmo Luiz Fernandes de 18 anos.
Meu pai viveu as dores da perda e aprendeu como servo de Deus Jó, a ser temente, reto, íntegro e a afastar-se do mal. Entendeu que Deus tudo pode e que nenhum de seus planos é frustrado. Jó.1.8; Jó.42.2. |




|
Deus restaura a vida e as prosperidades de meu pai João – Tal como Jó
Meu pai João, assim como meu pai bíblico Jó, refaz a sua vida e o Grande Eu Sou, lhe devolve tudo em dobro. JÓ 42.10.
E no dia 15 de marco de 1958 na igreja presbiteriana de Campo Mourão o reverendo José Costa pioneiro presbiteriano, celebra o casamento de meus pais João Luiz Fernandes (Juquita) e Nadir Lima (Didi).
E dessa união eu sou a primogênita. E meus pais me batizaram com o nome de Jemima, o mesmo nome da primeira filha de Jó, exatamente como na historia narrada na Bíblia Sagrada.
|
Meu Pai Atualmente

 |
Casamento de meus Pais

 |
|
E o que chamou mais atenção é que a família de minha mãe Nadir Lima (didi) já era conhecida da família de meu pai e de sua falecida esposa Ana Pedrosa, pois uma de suas irmãs Dionísia era casada com Luis Ramiro irmão de Ana. Unindo por duas vezes as famílias Ramiro, Lima e Fernandes. Vale lembrar que reverendo José Costa e sua esposa Mina Rickly, foram pessoas que Deus usou, para ajudar meu pai naquele momento tão difícil. Levando-o para morar em sua própria casa em campo Mourão.
|
Reverendo José Costa

|
|
|
Outros servos de Deus passaram por nossas vidas como Reverendo Jofre Botão, já falecido, pastores Abílio Gontigio de Carvalho, Saulo Conde e pastor Wantuil Rodrigues de Paula.
Meus agradececimentos aos meus tios Antonio e Maria (Tó e Dé) e tios: Mario e Lidia, Uzias Paulo (Gica) e Izolde, Jacinto e Tereza, Noel, Moisés, Rosa, Elias, Júlio Bispo (Nëgo), Davi, Alziro, Dionísia, Luis Ramiro e José Moreira (in memorian) e os demais. Agradeço aos amigos e irmãos na fé pela sustentação de nossas vidas, através das súplicas e Ações de Graça em nosso favor.
|


|
Essa história pode ser lida nos livros “Missionário Pioneiro” e “Companhia Divina” editados em 1996 e 1997, escritos pelo pioneiro Presbiteriano Reverendo José Costa. Você poderá adquirir os livros com o autor pelo telefone (44) 3225 2399 em Maringá-PR. |
|
Mais uma Prova
“O Senhor o deu e o Senhor o tomou; Bendito seja o nome do SENHOR!” JÓ 1.21
Meu pai 38 anos após suas perdas, no dia 07 de marco de 1994 é provado mais vez, meu irmão Ashbel Simonton (Bel) ao retornar de uma viagem de férias próximo a cidade Telêmaco Borba-PR , sofre um acidente e Deus leva de nós a sua mulher Elisabete das Neves Teixeira Fernandes de 34 anos, as suas filhas Ligia de 5 e Flavia de 4 anos. |
|
|
Mas Deus poupa a vida de meu irmão Ashbel e de sua filha do coração Ariela Teixeira Fernandes, na época com 9 anos. Os dois nos ensinaram a ser fortes na hora da dor e da saudade pautados na fé e na esperança.
E Nós cremos, que o amor é mais forte do que a morte (Cantares 8.6) e que para tudo há um propósito debaixo do céu, como diz a bíblia e por isso estamos vivos pela graça do Deus Altíssimo.
Eclesiastes: 3.1. |


|
|
A professora Bete como era conhecida, recebeu no ano de 1995 uma homenagem da prefeitura da cidade de Mamborê-PR, com a inauguração da Escola Municipal que leva o seu nome Elisabete das Neves Teixeira Fernandes. Na ocasião estavam presentes autoridades municipais, regionais e estaduais, amigos e irmãos na fé.
Em 1995 meu irmão Ashbel Simonton, se casa com Lucimara e Deus nos dá um presente com o nascimento de Giovanna e Juliana. |
| |
|
Vitórias apesar da dor
Apesar da dor e de tudo que minha família viveu, Deus Pai o Sublime, o Grande Eu Sou, fez-nos entender que “pra tudo a um propósito debaixo do Céu” Eclesiastes: 3.1. Com o testemunho de fé de minha cunhada Elisabete, muitas pessoas que participaram dos grupos de crescimento e estudos bíblicos realizados na casa dela e de meu irmão Ashbel Simonton, vidas se entregaram a Jesus e conheceram o Deus Vivo a quem ela servia. Elisabete era uma mulher de fé e isso é o que nos consola. Este é o maior presente a nossa esperança. E nós de toda a família temos a certeza que o Senhor Deus, muitas vezes fala conosco através da linguagem da dor, e nos ensina que amá-lo e servi-lo, sempre valerá a pena. O meu primeiro Cd VOZ VERSOS VIDA eu o dediquei a Elisabete, Ligia, Flávia, João Batista, a meu pai João Luiz, Ashbel Simonton e a todos de minha família. 
É um tributo ao amor pela vida apesar da dor.
|